Blog do comite de mobilização contra o genocídio da população negra.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Racismo no Carrefour: “Negra desgraçada, eu vou quebrar a sua cara!”
A enfermeira Sonia Maria Lofredo abriu representação criminal contra o Carrefour, nesta terça-feira (06). Ela afirma ter sofrido ofensas raciais depois de tentar trocar um aparelho telefônico com defeito. O fato ocorreu na loja que funciona no Shopping Eldorado, na cidade de São Paulo.
Por ter o pedido negado, a enfermeira atirou o aparelho contra o chão e se retirou. Ela relata que o gesto fez a vendedora dizer “a nega está maluca”. Ao perceber a ofensa, Sonia retornou e espalhou no ar os panfletos de publicidade da loja. Um dos agentes de segurança se aproximou e deu início aos constrangimentos.
“Ele falava baixo, tomando cuidado para que os outros não ouçam: ‘sua negra desgraçada, eu vou quebrar a sua cara!’ E dava socos no ar, que passavam a milímetros do meu rosto. Aí, eu peguei o meu filho, subi as escadas rolantes e fui seguida por seguranças por três lances de escada até que eles me obrigaram a ir para uma salinha.”
Sônia estava acompanhada pelos filhos de 10 e 12 anos e um amigo das crianças, e teve de esperar na salinha até a chegada da Polícia. Como se recusou a entrar na viatura com os menores, foi escoltada até em casa e de lá seguiu para a delegacia sob a acusação de ter agredido uma funcionária.
Sonia revela que, não tendo provas que sustentassem a acusação, representantes do Carrefour decidiram não registrar ocorrência.
“Sendo negro, você já está acostumado a ouvir coisas do tipo ‘neguinha’. Agora, quando isso passa a permear suas relações de consumo, quando você deixa de ir a determinados lugares por receio de sofrer violência pela tua cor, é sinal de que a gente está vivendo numa sociedade sectária.”
Segundo o advogado Dojival Vieira, o caso – ocorrido em 13 de janeiro – foi registrado como suspeita de ameaça, injúria racial, constrangimento ilegal, violação de dois artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime.
Fonte: Radioagência NP
terça-feira, 6 de março de 2012
Escola de ensino infantil volta a ser alvo de pichações racistas em São Paulo
No próprio bairro é fácil encontrar outras pichações deixando claro que existem grupos radicais no local. Na chegada a escola um morador removia uma suástica pichada na porta de sua mecânica, seguida dos dizeres “Orgulho Branco”, “apareceu essa madrugada, agente apaga porque senão podem pensar que fui eu que fiz” dizia o responsável pela mecânica que não quis se identificar por medo de represálias.
Após as pichações, a escola organizou um mutirão de grafitagem no muro, permitindo que as crianças, moradores do bairro e grupos que discutem o estímulo a diversidade e o combate a intolerância interagissem e dessem o colorido as paredes da escola que tanto temiam os vândalos envolvidos nessas ações.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Garoto de 15 anos é atingido por bala de policiais e perde o olho
Os policiais acusados de terem disparado contra os jovens já deram duas versões para o fato ocorrido, no primeiro Boletim de Ocorrência, os tiros não foram mencionados. Já no segundo disseram disseram que atiraram no chão e que o garoto teria sido atingido por um homem que usava um estilingue.
A Polícia Técnica investiga a bala que ficou presa no olho do estudante, mas segundo testemunhas a versão do adolescente está correta, e acusam PMs de racismo, inclusive outro jovem diz ter sido atingido pela bala de borracha nas costas, mas não registrou B.O por medo de represálias.
Veja o vídeo:
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=16783&t=Garoto+de+15+anos+e+atingido+por+bala+de+policiais+e+perde+o+olho
domingo, 12 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
09 de Fevereiro: Ato Contra o Racismo
“Quantas guerras vou ter que vencer por um pouco de paz?”
Basta de racismo, “higienização” sócio-racial e criminalização da pobreza
Passados 124 anos da abolição da escravidão, a população negra continua sendo o alvo preferencial da violência do Estado e das elites brasileiras. Seja através das ações diretas do Estado, como a Polícia Militar, ou no cotidiano das relações sociais, o racismo segue como importante dinamizador da opressão e da barbárie no Brasil.
No curto período de 45 dias, em plena “virada de ano”, assistimos situações que não deixam dúvidas de que o racismo permeia e motiva ações de violência e desrespeitos à dignidade e aos direitos humanos da população.
Racismo em todos os cantos
No início de dezembro, todos souberam do caso de Ester Elisa da Silva Cesário, negra, de 19 anos, que trabalhava como estagiária no colégio Internacional Anhembi Morumbi a
té que sua chefe exigiu que ela alisasse o cabelo para permanecer no emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para fora do restaurante Nonno Paolo ao ser “confundido” com uma criança de rua.
Já no início do ano, soubemos da lamentável história do jovem negro Michel Silveira, que foi preso de forma irregular, ficando dois meses encarcerado, acusado injustamente por um assalto, apesar de várias testemunhas comprovarem que, na hora do roubo, ele estava no seu local de trabalho.
No mesmo período, as imagens de outro jovem negro, Nicolas Barretos, sendo agredido por um policial militar racista, dentro da USP, ganharam as redes sociais expondo algo que há se sabe: a USP quer se manter como um espaço da elite (ou seja, branco). E para tal, inclusive, esta ameaçando de fechamento a principal entidade de combate ao racismo no seu interior: o Núcleo de Consciência Negra.
Cracolândia, Moinho, Pinheirinho: o racismo também esteve lá!
Enquanto isso, no centro da cidade, a Favela do Moinho “pegou fogo” e as 500 famílias foram jogadas a sua própria sorte. E bem perto dali, na “Cracolândia”, a prefeitura e o governo do Estado, ao invés de tratarem a dependência química como um problema social e de saúde, investiram na repressão e em sucessivos ataques, causando apenas, como eles próprios denominaram a operação, “dor e sofrimento”.
A mesma dor e sofrimento que foram enfrentados no Pinheirinho, em São José dos Campos, onde, depois de 8 anos de luta, seis mil pessoas viram seus sonhos e casas destruídos, pelo governador Alckmin e o prefeito da cidade apenas para beneficiar um corrupto confesso, Naji Nahas.
E não há dúvidas que o racismo também marcou estas histórias, como sempre, lado a lado com a exploração econômica e a marginalização social. Afinal, não há nenhuma dúvida sobre a “cor” da maioria dos homens e mulheres que viviam nestas comunidades: negros e negras.
Estado racista e opressor!
Lamentavelmente, o Brasil é um país onde cabelo liso é padrão estético e corporativo; pobreza é crime e problemas que deveriam ser tratados por médicos viram caso “de polícia”. Este é um país onde ser negro e pobre é passível de “punição”, prisão e morte. No entanto, nada acontece com o colégio que discriminou
nem com o restaurante que humilhou nem com o delegado que prendeu sem provas ou com o PM que atacou o estudante. Muito menos com quem ateou fogo ao Moinho, decidiu “dedetizar a luz”, tratando gente como ratos, ou esteve à frente da tropa que invadiu o Pinheirinho.
Nada acontece, porque a impunidade, a “justiça” e as autoridades do Estado estão do lado destes “senhores”, para garantir seus privilégios. O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da pobreza.
Em todos os casos, em uma ponta, oprimindo e explorando, estão o Estado, os governos, a polícia, o judiciário, os interesses dos ricos e a manutenção de normas e padrões contrários ao povo. Na outra ponta, estão os pobres, a classe trabalhadora, as estagiárias, os agentes de saúde, os estudantes, os dependentes químicos, os sem teto, as mulheres vitimadas pelo machismo ou gays, lésbicas, bissexuais e travestis (LGBT) que sofrem com a homofobia.
Uma multidão de explorados e oprimidos que, num país como nosso, é inegavelmente, de maioria negra.
Basta!
Apesar de muitos acreditarem na farsa de que vivemos numa democracia racial, há 512 anos o racismo tem papel determinante na estrutura de dominação e na prática da opressão no Brasil. É hora de reconhecer isto e ir à luta.
É hora de nos organizarmos, juntarmos forças com os demais setores oprimidos e explorados, denunciarmos toda e qualquer atitude discriminatória e, sobretudo combatermos o racismo.
Em décadas de luta, fomos capazes de aprovar leis, criar organismos institucionais e produzir pesquisas e estudos que deslegitimam o racismo e punem sua prática. Mas, isto, contudo, ainda não foi suficiente para que negras e negros conquistem os direitos e a liberdade que merecem.
Os ataques recentes são provas de que racismo permanece ativo e operante. Por isso, exigimos que o Estado brasileiro (em todos os seus níveis, municipal, estadual e federal) e todos os que sejam coniventes e cúmplices destas práticas sejam responsabilizados e punidos!
"O Racismo está aqui! Basta!!!
Nossas bandeiras:
Contra o genocídio da juventude negra.
Contra a homofobia.
Contra o machismo.
Contra o encarceramento em massa.
Contra a violência policial.
Contra as desapropriações no pinheirinho e em outros locais.
Organização: Comitê Contra o genocídio da população Negra - SP
Assinam:
Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as)
Anastácia Livre
Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove)
Centro de Resistência Negra
Círculo Palmarino
Coletivo AnarcoPunk SP
Coletivo Anti-Homofobia
CONEN
Consulta Popular
Empregafro
Força Ativa
Fórum Popular de Saúde
FORUM DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DA SÉ
Juventude Socialista
Levante Popular da Juventude
Mães de Maio
Movimento Negro Unificado (MNU),
Movimento Quilombo Raça e Classe,
MST
Núcleo de Consciência Negra na USP
Sarau da Brasa
Setorial LGBT da CSP-Conlutas
Sujeito Coletivo – USP
Tribunal Popular
UNEAFRO
UNEGRO
CALENDÁRIO
09 de Fevereiro: Ato Contra o Racismo - Em frente ao Teatro municipal de SP - a partir das 12h Agitação Cultural - 18h Ato político
21 de Março (Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial): Ato de Protesto em várias regiões de SP.
13 de Maio de Luta: Denúncia da falsa abolição da escravidão dos negros no Brasil. Participe conosco dessa luta!
CONTATO:
Blog: http://
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Marcha Contra o RACISMO, a Higienização Sócio Racial e a Criminalização da Pobreza
DIA 11 DE FEVEREIRO
SÁBADO
Concentração às 14h
Praça do Metro Santa Cecília - SP
Clique AQUI e baixe o texto manifesto do Ato:
O Estado, racista, oprime a todos nós!
“Quantas guerras vou ter que vencer por um pouco de paz?”
Basta de racismo, “higienização” sócio-racial e criminalização da pobreza
Passados 124 anos da abolição da escravidão, a população negra continua sendo o alvo preferencial da violência do Estado e das elites brasileiras. Seja através das ações diretas do Estado, como a Polícia Militar, ou no cotidiano das relações sociais, o racismo segue como importante dinamizador da opressão e da barbárie no Brasil.
No curto período de 45 dias, em plena “virada de ano”, assistimos situações que não deixam dúvidas de que o racismo permeia e motiva ações de violência e desrespeitos à dignidade e aos direitos humanos da população.
Racismo em todos os cantos
No início de dezembro, todos souberam do caso de Ester Elisa da Silva Cesário, negra, de 19 anos, que trabalhava como estagiária no colégio Internacional Anhembi Morumbi a
té que sua chefe exigiu que ela alisasse o cabelo para permanecer no emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para fora do restaurante Nonno Paolo ao ser “confundido” com uma criança de rua.
Já no início do ano, soubemos da lamentável história do jovem negro Michel Silveira, que foi preso de forma irregular, ficando dois meses encarcerado, acusado injustamente por um assalto, apesar de várias testemunhas comprovarem que, na hora do roubo, ele estava no seu local de trabalho.
No mesmo período, as imagens de outro jovem negro, Nicolas Barretos, sendo agredido por um policial militar racista, dentro da USP, ganharam as redes sociais expondo algo que há se sabe: a USP quer se manter como um espaço da elite (ou seja, branco). E para tal, inclusive, esta ameaçando de fechamento a principal entidade de combate ao racismo no seu interior: o Núcleo de Consciência Negra.
Cracolândia, Moinho, Pinheirinho: o racismo também esteve lá!
Enquanto isso, no centro da cidade, a Favela do Moinho “pegou fogo” e as 500 famílias foram jogadas a sua própria sorte. E bem perto dali, na “Cracolândia”, a prefeitura e o governo do Estado, ao invés de tratarem a dependência química como um problema social e de saúde, investiram na repressão e em sucessivos ataques, causando apenas, como eles próprios denominaram a operação, “dor e sofrimento”.
A mesma dor e sofrimento que foram enfrentados no Pinheirinho, em São José dos Campos, onde, depois de 8 anos de luta, seis mil pessoas viram seus sonhos e casas destruídos, pelo governador Alckmin e o prefeito da cidade apenas para beneficiar um corrupto confesso, Naji Nahas.
E não há dúvidas que o racismo também marcou estas histórias, como sempre, lado a lado com a exploração econômica e a marginalização social. Afinal, não há nenhuma dúvida sobre a “cor” da maioria dos homens e mulheres que viviam nestas comunidades: negros e negras.
Estado racista e opressor!
Lamentavelmente, o Brasil é um país onde cabelo liso é padrão estético e corporativo; pobreza é crime e problemas que deveriam ser tratados por médicos viram caso “de polícia”. Este é um país onde ser negro e pobre é passível de “punição”, prisão e morte. No entanto, nada acontece com o colégio que discriminou

nem com o restaurante que humilhou nem com o delegado que prendeu sem provas ou com o PM que atacou o estudante. Muito menos com quem ateou fogo ao Moinho, decidiu “dedetizar a luz”, tratando gente como ratos, ou esteve à frente da tropa que invadiu o Pinheirinho.
Nada acontece, porque a impunidade, a “justiça” e as autoridades do Estado estão do lado destes “senhores”, para garantir seus privilégios. O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da pobreza.
Em todos os casos, em uma ponta, oprimindo e explorando, estão o Estado, os governos, a polícia, o judiciário, os interesses dos ricos e a manutenção de normas e padrões contrários ao povo. Na outra ponta, estão os pobres, a classe trabalhadora, as estagiárias, os agentes de saúde, os estudantes, os dependentes químicos, os sem teto, as mulheres vitimadas pelo machismo ou gays, lésbicas, bissexuais e travestis (LGBT) que sofrem com a homofobia.
Uma multidão de explorados e oprimidos que, num país como nosso, é inegavelmente, de maioria negra.
Basta!
Apesar de muitos acreditarem na farsa de que vivemos numa democracia racial, há 512 anos o racismo tem papel determinante na estrutura de dominação e na prática da opressão no Brasil. É hora de reconhecer isto e ir à luta.
É hora de nos organizarmos, juntarmos forças com os demais setores oprimidos e explorados, denunciarmos toda e qualquer atitude discriminatória e, sobretudo combatermos o racismo.
Em décadas de luta, fomos capazes de aprovar leis, criar organismos institucionais e produzir pesquisas e estudos que deslegitimam o racismo e punem sua prática. Mas, isto, contudo, ainda não foi suficiente para que negras e negros conquistem os direitos e a liberdade que merecem.
Os ataques recentes são provas de que racismo permanece ativo e operante. Por isso, exigimos que o Estado brasileiro (em todos os seus níveis, municipal, estadual e federal) e todos os que sejam coniventes e cúmplices destas práticas sejam responsabilizados e punidos!
"O Racismo está aqui! Basta!!!
Nossas bandeiras:
Contra o genocídio da juventude negra.
Contra a homofobia.
Contra o machismo.
Contra o encarceramento em massa.
Contra a violência policial.
Contra as desapropriações no pinheirinho e em outros locais.
Organização: Comitê Contra o genocídio da população Negra - SP
Assinam:
Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as)
Anastácia Livre
Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove)
Centro de Resistência Negra
Círculo Palmarino
Coletivo AnarcoPunk SP
Coletivo Anti-Homofobia
CONEN
Consulta Popular
Empregafro
Força Ativa
Fórum Popular de Saúde
FORUM DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DA SÉ
Juventude Socialista
Levante Popular da Juventude
Mães de Maio
Movimento Negro Unificado (MNU),
Movimento Quilombo Raça e Classe,
MST
Núcleo de Consciência Negra na USP
Sarau da Brasa
Setorial LGBT da CSP-Conlutas
Sujeito Coletivo – USP
Tribunal Popular
UNEAFRO
UNEGRO
CALENDÁRIO
09 de Fevereiro: Ato Contra o Racismo - Em frente ao Teatro municipal de SP - a partir das 12h Agitação Cultural - 18h Ato político
21 de Março (Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial): Ato de Protesto em várias regiões de SP.
13 de Maio de Luta: Denúncia da falsa abolição da escravidão dos negros no Brasil. Participe conosco dessa luta!
CONTATO:
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Memória do Encontro de 18/01 - UNIDADE NA LUTA ANTIRRACISTA EM SP - 2012
Compas,
Ontem, dia 18/01/12, apesar da forte chuva em SP, conseguimos realizar um ótimo encontro que reuniu cerca de 60 pessoas, representantes das principais organizações do movimento negro paulista, movimentos populares, estudantis, partidos de esquerda e ativistas independentes. O intuito da reunião, conforme convocação feita pelo Comitê de Luta Contra o Genocídio foi de organizar uma grande ação unificada em torno da luta contra o racismo, mediante a conjuntura de opressões que estamos vivendo em SP e no Brasil.
Após amplo debate e vários apontamentos e propostas (listadas abaixo), avaliou-se a necessidade da construção de uma resposta a altura para a conjuntura de ofensiva racista. Essa resposta, em forma de ação e manifestação deverá ser construída a partir da unidade e da mobilização dos diversos grupos dos movimentos populares e setores organizados da sociedade.
O início destas ações se dará, conforme deliberado ontem, a princípio, a partir das seguintes ações/calendário:
ATO CONTRA O RACISMO – 09 de Fevereiro – Quinta feira
Agitação e propaganda a partir das 12h00
ATO POLÍTICO às 18h
Local: Em frente ao Teatro Municipal de São Paulo
Próxima Reunião do Comitê: Terça Feira – 24/01 – 19h
Local: Rua Abolição, 167 – Bela Vista - SP
CONSTRUÇÃO DE UM DOCUMENTO/TEXTO: A ideia é que seja assinado pelas organizações e que será o material a ser distribuído à população no dia do Ato, está sob a responsabilidade de uma Comissão. O conteúdo deve ser elaborado e aprovado até o próximo final de semana (Via Net). (COMISSÃO: MARI – UNEGRO; MARI – NCN; BIA – UNEAFRO; DOUGLAS – CACSFF; FLAVIO – CONEN; JUNIOR – COONSULTA; MARISA – TRIBUNAL; WILSON - Quilombo Raça e Classe)
22/01 – Participação das atividades em apoio à Favela do Moinho (neste local).
25/01 – Participação nas atividades de repúdio às ações do Estado na “Cracolândia” - Manhã – Praça da Sé / Tarde – Região da Luz.
Propostas a serem encaminhadas a partir do próximo Encontro:
- Confirmação de um amplo calendário que preveja encontros ordinários do COMITÊ, e a partir daí, formação de Comissões para cumprimentos de tarefas;
- Retomada da intervenção à ALESP e Câmara de Vereadores no sentido de cobrar responsabilidade do Estado;
- Retomada e atualização do Dossiê sobre o Genocídio da Juventude Negra, e seu encaminhamentos a Fóruns Internacionais de Defesa de Direitos Humanos;
- Organização de Seminários, Encontros de Formação, debates e estudos nas diversas regiões.
Calendário de mobilização;
- Ação dirigida às Escolas de Samba;
- Mapeamento das diversas organizações, grupos, movimentos, saraus e e outroas formas de organização/luta espalhados em todo o estado, no sentido de constituir um grande Bloco da ação e resistência antirracista;
- Debate sobre adesão aos 18 pontos da pauta unificada (Construída no processo do 20 de Novembro 2011);
- Elaboração de um chamado à Unidade com os demais movimentos em luta;
- Articulação com os artistas da Virada Cultural e forma de atuação nesta atividade;
- Organização de trabalho de comunicação, elaboração de vídeos, intervenção mais incisiva em redes sociais, entre outros;
ORGANIZAÇÕES REPRESENTADAS NA REUNIÃO DE 18/01:
MNU
UNEAFRO
CONEN
UNEGRO
Força Ativa
Quilombo Raça e Classe
NCN-Usp
Tribunal Popular
Levante Popular da Juventude
Consulta Popular
Coletivo Anastácia Livre
Fórum Regional de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente - Sé
Sujeito Coletivo – USP
Amparar
Coletivo AnarcoPunk SP
Cacs Florestan Fernandes – Uninove
Sarau da Brasa
EmpregueAfro
Psol
Pstu
Psb
DIVERSOS MILITANTES AUTÔNOMOS/INDEPENDENTES
Faltou algum?
ATÉ TERÇA!